terça-feira, 27 de novembro de 2012

EEP inicia dragagem para construção do dique seco

Reunião no Mercado Alexandre Alves Peixoto
O Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) inicia em dezembro a etapa de dragagem de aprofundamento do Rio Paraguaçu, que permitirá a construção do cais de atracação e do dique seco do empreendimento, localizado a 133 quilômetros de Salvador.
Para apresentar o programa da nova etapa e estabelecer acordos com o objetivo de mitigar os impactos, o EEP realizou cinco reuniões prévias com a presença de mais de 570 pessoas da região e duas reuniões públicas com as comunidades de São Roque (12/11) e Maragojipe (19/11). Com participação superior a 400 pessoas, em sua maioria oriundas das comunidades de Maragojipe, Salinas da Margarida e Saubara, os encontros públicos aconteceram, respectivamente, na sede da Comunidade Beneficente de São Roque do Paraguaçu (Cobepa) e no Mercado Municipal Alexandre Alves Peixoto, tendo sido mediados por representantes federais e estaduais do Ministério Público.
Tecnologia de ponta
Com o fim da etapa de terraplanagem, iniciada em abril, o EEP começa, em
dezembro, a atividade de sucção do solo mole (lama ou areia) do fundo do rio em frente ao terreno, na localidade de Enseada. Todo o trabalho será realizado cumprindo a legislação ambiental em vigor e está autorizado por meio de Licença de Implantação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e pela Marinha do Brasil. Quatro navios-draga vão trabalhar 24 horas por dia para finalizar a atividade no menor tempo possível. A duração estimada é de 12 semanas e, como os equipamentos operam num sistema silencioso de sucção, não se perceberá ruído superior a 15 decibéis. Os navios sairão carregados com o solo mole e a água até o local do bota fora, sem transbordar a água excedente (overflow), evitando a turbidez no rio e no mar. O sedimento recolhido durante o processo será depositado num “aterro oceânico”, licenciado, localizado a 35 milhas náuticas (54 km) da área e com profundidade que varia de 500 a 700 metros, completamente fora da poligonal da Baía de Todos os Santos (BTS).


Segundo Caroline Azevedo, gerente de sustentabilidade do EEP, a execução da dragagem será feita pela Jan de Nul, empresa belga com larga experiência em dragagens de aprofundamento. Para garantir a segurança dos pescadores e marisqueiras que atuam na região, será isolada uma área de 150 metros na frente do empreendimento, como exigido pela Marinha do Brasil. Toda a área será sinalizada com boias especiais de grande potência que emitem luzes fortes e apresentam fácil visualização para os navegantes do local.
“Além de atender ao rigor técnico da operação, procuramos uma empresa que possuísse os mais modernos equipamentos e tecnologia no mundo, observando os cuidados ambientais exigidos pelos Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e com uma visão de respeito ao ambiente físico e
às pessoas que dele dependem”, garante a gerente.
Além das fiscalizações que serão exercidas por Marinha, Inema, Ibama e ICMBio, o EEP criou outras formas de contato para a comunidade se manifestar. O controle social pode ser exercido através do telefone (75) 3527-9101 ou pelo e-mail dragagemeep@gmail.com


Investimento
O Estaleiro Enseada do Paraguaçu é o maior investimento privado realizado na
Bahia nos últimos 10 anos, através de um aporte estimado em mais de R$ 2 bilhões. No local serão produzidas plataformas, navios especializados e sondas de perfuração para poços de petróleo localizados na camada do pré-sal. Durante sua implantação, o empreendimento deverá gerar 3 mil postos de trabalho. Após implantado, deverá gerar 5 mil empregos diretos, além de outros 10 mil indiretos. O EEP é formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC Engenharia e pela japonesa Kawasaki Heavy Industries.



Fonte: Diretoria de Relações Institucionais e Sustentabilidade / Comunicação Social - EEP



Povo de santo é homenageado em evento

Banner do projeto chama a atenção pela qualidade da imagem 
A colaboradora Maria da Paixão recepcionando os participantes
Começou agora há pouco, no Complexo Cultural Alexandre Alves Peixoto (Caijá), a solenidade de abertura do I Encontro do Povo de Santo de Maragojipe, que integra o Projeto Coisa de Preto, que homenageia o Novembro Negro Maragojipano

Marina Bonfim deixa sua mensagem para o povo de santo
Serão dois dias de atividades (23 e 24) dedicados ao candomblé
O I Encontro do Povo de Santo de Maragojipe é uma realização da Associação Beneficente Filhos de Odé de Ponta de Souza, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECULT), com patrocínio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (SEPROMI). Apoia e também participa do encontro a Secretaria Municipal de Reparação Racial e da Mulher (SERRMU).

Representantes de terreiros atentos ao início do evento
O babalorixá Jason Alves marcou presença
A mesa de abertura foi composta pelo presidente da Associação Beneficente Filhos de Odé de Ponta de Souza, Carmelito Rebouças; secretário de Cultura e Turismo, André Reis; representante da Secretaria de Relações Institucionais do Governo do Estado (SERIN), Roque Peixoto; Marina Bonfim, coordenadora do Fórum Territorial de Promoção da Igualdade; e Marli Medina, secretária de Reparação Racial e da Mulher.

Secretário André Reis faz suas considerações
Roque Peixoto dá boas-vindas ao público; ao lado, o idealizador do evento, Carmelito Rebouças
Após a solenidade de abertura, o palestrante Raimundo Konmannanjy (presidente da ACBANTU) discorreu sobre "Direitos dos Povos, Diversidade Cultural e Autoafirmação: políticas públicas para terreiros e povo de santo."

Presidente da ACBANTU faz primeira exposição do dia
Palestras, debates, atividades culturais e apresentações de terreiros integram a pauta durante os dois dias de encontro.  



Fonte: Ascom/PMM

Programação da 2ª Semana do Novembro Azeviche da Sedes

Terça - feira (27/11)

9h às 18h - Exposição da Cooperativa de Produtos e serviços para o etnodesenvolvimento de Povos Tradicionais Kitaanda Bantu Ltda.


Quarta  - feira (28/11)

14h – Painel sobre a importância e preservação dos instrumentos africanos, além do uso nos núcleos específicos, a exemplo das cerimônias religiosas, capoeira, percussão, comunidades remanescentes quilombolas e grupos musicais. A mesa será formada por Alabês da Comunidade Remanescente Quilombola de Acuípe - Santo Amaro/BA  e  do músico Tonho Matéria.

Quinta feira (29/11) 
14h – Cuidados para cabelos crespos e maquiagem para pele negra, com o cabeleireiro Deo Carvalho.
15h  - Desfile de moda afro, com a estilista Madá Negrife.
16h - Encerramento com o Bloco Afro Arca de Olorum, do Subúrbio Ferroviário.

Sexta - feira (30/11)

9h às 18h - Exposição da Cooperativa de Produtos e serviços para o etnodesenvolvimento de Povos Tradicionais Kitaanda Bantu Ltda.
10h - Painel com as experiências positivas do Projeto Ndeembwa Sociedade Étnicas: contribuições positivas para a Segurança Alimentar e Nutricional de povos tradicionais. Mesa com representações da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu). Encerramento com o Samba das Crianças do Terreiro Ilê Axé Iji Ati Oyá, Engenho Velho de Brotas.
14h – Lançamento do livro Pastinha - O Menino que Virou Mestre de Capoeira (Ed.Solisluna), escrito pelo jornalista baiano José de Jesus Barreto, um dos finalistas do 54º Prêmio Jabuti -  categoria infantil.
15h - Encerramento das atividades com a participação do Bloco Afro Bankoma, de Lauro de Freitas.

Contatos: 71 3115 9882  71 9946 2133/
3115-38-49 - Conceição Ferreira
87011315 ou 93229515 - Sarah Dias

Coordenação Geral
Mércia Lima

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Coisa de Preto", em comemoração ao Novembro Negro em Maragojipoe


CONVITE

A Prefeitura Municipal de Maragojipe, através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem a honra de convidar V. Sa. para o evento "Coisa de Preto", em comemoração ao Novembro Negro, que acontecerá nos dias 23, 24 e 25 do corrente mês e abordará a Valorização da Cultura de Matriz Africana na Cidade de Maragojipe. 
Sua presença é muito importante.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

INJUSTA SENTENÇA

Dediquei minha vida ao Brasil, a luta pela democracia e ao PT. Na
ditadura, quando nos opusemos colocando em risco a própria vida, fui
preso e condenado. Banido do país, tive minha nacionalidade cassada,
mas continuei lutando e voltei ao país clandestinamente para manter
nossa luta. Reconquistada a democracia, nunca fui investigado ou
processado. Entrei e saí do governo sem patrimônio. Nunca pratiquei
nenhum ato ilícito ou ilegal como dirigente do PT, parlamentar ou
ministro de Estado. Fui cassado pela Câmara dos Deputado e, agora,
condenado pelo Supremo Tribunal Federal sem provas porque sou
inocente.

A pena de 10 anos e 10 meses que a suprema corte me impôs só agrava a
infâmia e a ignomínia de todo esse processo, que recorreu a recursos
jurídicos que violam abertamente nossa Constituição e o Estado
Democrático de Direito, como a teoria do domínio do fato, a condenação
sem ato de ofício, o desprezo à presunção de inocência e o abandono de
jurisprudência que beneficia os réus.

Um julgamento realizado sob a pressão da mídia e marcado para
coincidir com o período eleitoral na vã esperança de derrotar o PT e
seus candidatos. Um julgamento que ainda não acabou. Não só porque
temos o direito aos recursos previstos na legislação, mas também
porque temos o direito sagrado de provar nossa inocência.

Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi
imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que
acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e
foram solidários nesses últimos duros anos na certeza de minha
inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos.

José Dirceu

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Estaleiro de Enseada do Paraguaçu divulga Plano de Dragagem na região de Enseada do Paraguaçu.

Por Roque Peixoto


O Estaleiro Enseada do Paraguaçu, através da sua equipe de Comunicação Social, está realizando visitas e reuniões para informar aos pescadores e marisqueiras como se dará o Plano de Dragagem para aprofundamento do calado (profundidade) da área em frente ao empreendimento, na Comunidade Quilombola de Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe.

As reuniões terão o objetivo de informar e esclarecer todo o processo, seus impactos e a as possíveis compensações justas para a comunidade diretamente afetada, bem como dialogar como trazer benefícios coletivos para as comunidades do entorno da Baía do Iguape. A primeira reunião será no dia 12 de novembro, segunda-feira, às 16h, na Sede da COBEPA, no Distrito de São Roque do Paraguaçu. A segunda reunião será dia 19 de novembro, também numa segunda-feira, às 16h, no Mercado Municipal Alexandre Alves Peixoto, no Bairro do Caijá, na Sede de Maragojipe.

A equipe do EEP também produziu material informativo explicando a tecnologia que será utilizada no processo de dragagem, os dias locais das reuniões, além de mostrar graficamente todo o processo e a área a ser dragada. Para ter acesso ao material, a população deverá ficar atenta às visitas de mobilização para as reuniões que acontecerão nas comunidades pesqueiras de Maragojipe, Saubara e Salinas da Margarida.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Rodas de conversas, plenárias, exposições, oficinas e atividades artísticas e culturais fazem parte da programação do evento, que visa dar visibilidade às mais variadas expressões das culturas negras, promovendo o diálogo e o intercâmbio entre elas.

Para contemplar e difundir as mais diversas formas de manifestações das culturas da diáspora africana, tão ricas e diversas, de modo a possibilitar um maior e melhor conhecimento delas, o Governo do Estado da Bahia promove o I Encontro das Culturas Negras. O evento, uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que acontece entre os dias 8 a 10 de novembro de 2012 em Salvador e, no 12, na cidade de Santo Amaro da Purificação, pretende criar redes de intercâmbio e cooperação entre os agentes culturais envolvidos neste cenário e estimular reflexões e estudos sobre um das modalidades de cultura mais presentes e significativas no mundo atual. O I Encontro das Culturas Negras faz parte da programação do Novembro Negro, projeto do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), e tem toda a programação gratuita e aberta ao público em geral.

Importantes nomes nacionais e internacionais envolvidos com o tema das culturas e das diásporas negras estarão em Salvador para participar das MESAS REDONDAS e PLENÁRIAS do encontro que acontecerão no Pelourinho, na Faculdade de Medicina, dias 08, 09 e 10 de novembro.São eles artistas, pesquisadores, intelectuais, produtores, agentes culturais reunidos sobre os temas “Culturas negras no mundo contemporâneo”, “Culturas negras no Brasil hoje”, “Carnavais negros nas Américas”,“Diversidade das Culturas Negras da Bahia”,“Redes de Intercâmbio e Cooperação das Culturas Negras” e“Encontro de Estudos das Culturas Negras”.Para participar das mesas e plenárias, basta se credenciar gratuitamente, a partir das 8h do dia 09, na sede do evento na Faculdade de Medicina da Bahia.

O Encontro visa ainda apresentar a diversidade artística destas culturas, com shows dos mais variados estilos musicais (do samba reggae ao soul, passando pelo maracatu, zambiapunga e pela música das novas afro-orquestras da Bahia), além de apresentações de dança, teatro e exposições de artes visuais.
Entre os convidados do evento, estão o crítico de arte camaronês, Simon Njami; o artista afro-americano John Sims; a diretora da biblioteca latino americana da Universidade Tulane, de New Orleans, Hortência Calvo; o professor, historiador e presidente da Casa da Cultura Afrouruguaia, Edgardo Ortuño; a ex-ministra de Cultura da Colômbia 2007-2010, Paula Moreno Zapata; o artista norte-americano, antropólogo e professor de Estudos Africanos da Universidade da Califórnia, Monterey Bay, Umi Vaughan, que trabalha com dança, fotografia e performances; a chefe do arquivo da Biblioteca Nacional de Trinidad and Tobago, Gerada Holder; o professor do departamento de Atlântico da Universidade de Barranquilla, na Colômbia, Daniel González; o especialista em cultura afro-brasileira e diretor do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares, Carlos Moura; a professora pesquisadora da URFJ sobre discurso identitário brasileiro, Liv Sovik; os cantores e secretários de Cultura da Paraíba, Chico César, e do Amapá, João Miguel de Souza Cyrillo; o cineasta Joel Zito Araújo, os pesquisadores Jaime Sodré e Paulo Miguez; o historiador e diretor geral da Fundação Pedro Calmon, unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Ubiratan Castro; o professor de literatura da Universidade Católica de Salvador e articulador do coletivo Blackitude, Nelson Maca; e o jornalista, sociólogo e um dos mais importantes intelectuais da comunicação no país, Muniz Sodré, entre outros. As discussões têm como objetivo expandir o olhar e aprofundar o conhecimento da herança cultural trazida pelos negros arrancados do continente africano no processo de colonização do nosso país e, principalmente, compreender a complexa dinâmica do convívio simultâneo de tais elementos nas sociedades atuais.

Para o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, a Bahia é um dos lugares do Brasil onde a herança da diáspora negra é mais visível e reconhecida. Somos um território de forte presença étnica e cultural afro-descendente. “Nada mais natural que este estado brasileiro busque celebrar as culturas da diáspora e pretenda sediar um grande festival anual inteiramente dedicado à valorização, à divulgação e ao intercâmbio destas culturas”, disse o secretário. O I Encontro de Culturas Negras marca, em Salvador, o início da “Década Afro Descendente”, período estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011. Neste ano, Salvador sediou o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI). Na ocasião, a capital baiana recebeu o título simbólico de “Capital ibero-americana dos afrodescendentes”.

O I Encontro das Culturas Negras conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura – Fundação Palmares, Universidade Federal da Bahia - CEAO, Universidade Federal do Recôncavo, Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e de entidades da comunidade cultural negra.

Solenidade de Abertura

No dia 08 de novembro, a partir das 18h, o Forte da Capoeira, no Largo de Santo Antonio Além do Carmo, sedia a solenidade de abertura do I Encontro das Culturas Negras, com Roda dos Mestres e a execução do Hino Nacional por Mestre Dinho & Sinfonia de Arame, e do Hino 02 de julho pela Orquestra de Berimbaus. Nesta noite, a Mesa de Abertura institucional conta com a presença de autoridades dos Governos Federal e Estadual, de suas secretarias e representantes de importantes instituições ligadas às culturas negras da Bahia.

Logo depois, tem início a programação das mesas redondas do evento, com o debate sobre Culturas negras no mundo contemporâneo. Ao final desta primeira noite, acontece a apresentação da “Orquestra de Pandeiros de Itapuã", com Tamima Brasil e Yago Avelar. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Oficinas de videodança e comunicação para projetos digitais

Atento a importância da criação de espaços de troca e formação, o I Encontro das Culturas Negras contempla ainda em sua programação a realização de duas oficinas, ambas, na sede da Escola de Dança da Funceb, no Pelourinho, com 25 vagas cada. "Videodança Afrocontemporâneo" acontece entre os dias 7, 8 e 9 de novembro e será conduzida por Soraya Vargas e Dixon Quitian, membros da Fundação Imagem em Movimento – da Colômbia, e por Jaqueline Vasconcelos, integrante do Conexão ZAT – São Paulo. Já a oficina "Teoria e prática da comunicação para projetos digitais", ocorre entre os dias 8 e 9 de novembro e será ministrada por Eduardo Krumpholz e Indira Motoya (Hipermedula.org/Argentina) e visa concretizar a relação que se estabelece entre cultura, comunicação e novas mídias, a partir da construção de uma proposta de comunicação. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de outubro através do site www.cultura.ba.gov.br.
 
Programação artística no Pelô

Além das mesas temáticas, plenárias e oficinas, integram também a programação do I Encontro das Culturas Negras, apresentações artístico-culturais que acontecem nas ruas e largos do pelourinho, ao final de cada dia de atividade. Artistas e grupos nacionais e internacionais que desenvolvem trabalhos ligados à diversidade cultural do povo negro se apresentarão na abertura do evento, no Forte da Capoeira (Santo Antonio Além do Carmo) no dia 08 de novembro, e nos dias 9 e 10 de novembro, simultaneamente, nas praças Pedro Arcanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água, localizadas no Pelourinho. No dia 12, quando o evento se transfere para Santo Amaro, as atividades acontecem no Teatro Dona Canô.

Os participantes do evento e a população em geral poderão apreciar apresentações internacionais, como do La Melaza, representante do Candombe uruguaio, e o soka do artista Shurwayne Wincheste, de Trinidad e Tobago. Também vão poder conhecer a música negra do Amapá com o grupo Raízes do Bolão, e o show do cantor José Miguel Cyrillo. De Minas Gerais, vem o grupo Berimbrown. Em um mesmo evento, o Maracatu Aruenda da Saudade, da Paraíba, se encontra com o Zampiapunga de Nilo Peçanha. E da Bahia, muitas atrações vão animar as noites do evento, com apresentações de orquestras de Berimbaus e Pandeiros e da Rumpilezz e Afrosinfônica, do soul de Dão e a Caravana Black, além do encontro de blocos afros como Gandhy, Os Negões, Malê, Muzenza, Bankoma, Didá, Okambi, Timbalada e show do Cortejo Afro.Tem também o Samba de Roda de D. Nicinha, apresentações de Wilson Carvalho, Matilde, Bié Nô e Carla Lis e, pela primeira vez, um espetáculo musical que vai reunir, na mesma apresentação, o Ilê Aiyê e o Olodum, nem encontro inédito. Toda a programação do evento é gratuita e aberta ao público.

Além das atrações musicais, sobem aos palcos do Pelô a Cia. de Teatro Abdias do Nascimento, com o espetáculo teatral PAN-AFRI-CAN-ISMO; as Companhias de Dança Jovem e Infanto Juvenil da FUNCEB, os solos do NC3 - Núcleo C de Composição Coreográfica, da Cia. Robson Correia. E o espetáculo do coletivo Dançando Nossas Matrizes, que vai realizar um ato para Mestre King, um dos homenageados do I Encontro, que também vai participar da programação artística, com a apresentação do espetáculo com sua direção, "OPAXORÔ”, da Cia. Gênesis.

Estão programadas também exposições paralelas que acontecerão no Museu Afrobrasileiro, na Galeria Solar Ferrão e no Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab), a exemplo da exposição fotográfica "Mulher Angolana – Ao Encontro do Desenvolvimento Sustentável", desenvolvida pelo Banco Espírito Santo Angola (BESA) em parceria com a World Press Photo (WPP) com o apoio da UNESCO e do Planeth Earth Institute (PEI), que fica em cartaz entre os dias 07 de novembro e 9 de dezembro na Galeria Solar Ferrão; e “Estética dos búzios” - do designer, artista plástico e diretor do Cortejo Afro, Alberto Pitta, em cartaz no Muncab .

Por fim, tem também um cortejo cênico, que vai percorrer as ruas do Pelourinho com 50 alunos do curso técnico em Dança da FUNCEB, junto a 10 percussionistas, com direção de Denny Neves e Marilza Oliveira. O I Encontro das Culturas Negras conta com a direção artística de Zebrinha, que fez a costura geral de toda esta programação.

Homenagens a Edison Carneiro e Mestre King

O I Encontro das Culturas Negras irá homenagear dois ícones da cultura afro-brasileira, nascidos na Bahia: um dos responsáveis pela criação da Dança Afro como ela é hoje, Raimundo Bispo dos Santos (Mestre King), e Edison Carneiro, estudioso reconhecido como uma das maiores autoridades nacionais sobre os cultos afro-brasileiros.

Primeiro homem a se graduar na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, o professor e coreógrafo, Mestre King desenvolveu um método que misturava elementos de danças folclóricas e populares brasileiras com a dança dos Orixás do candomblé, estilo que passou a ser conhecido como Dança Afro e, hoje, desperta interesse em dançarinos e plateias de todas as partes do mundo.
Já Edison Carneiro graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Estado. Além de jurista, poeta e folclorista, Carneiro, atuou como jornalista. Iniciou seus estudos pelos cultos afro-brasileiros, o folclore e a cultura popular na década de 30. No jornal Estado da Bahia, escrevia sobre os ritos e festas dos candomblés baianos. Em 1937, organizou o 2º Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador, que tinha finalidade estudar a influência da cultura africana no desenvolvimento do Brasil. Publicou ainda diversos livros e artigos nas áreas da etnologia e do folclore, da história e da literatura voltados para seu objeto de estudo.

Evento dá início à “Década Afro Descendente”

O I Encontro de Culturas Negras marca início da “Década Afro Descendente” em Salvador, período estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) após um ano de debates em torno do racismo e das situações social, econômica e política da população negra mundial na contemporaneidade. Diante da fragilidade dessa população em vários aspectos, a ONU percebeu a necessidade de ampliação da discussão no cenário mundial, ultrapassando o período de 2011, celebrado como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes. Em novembro de 2011, Salvador sediou o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI). Na ocasião, a capital baiana recebeu o título simbólico de “Capital ibero-americana dos afrodescendentes”.

Confira a programação completa no anexo a seguir ou no site www.cultura.ba.gov.br
SERVIÇO:

O quê: I Encontro das Culturas Negras
Quando: 08 a 12 de novembro de 2012
Onde: Abertura, dia 08 (Forte da Capoeira - Largo de Santo Antonio Além do Carmo);
Mesas redondas e plenárias (Auditório da Faculdade de Medicina no Pelourinho - Salvador e
Teatro Dona Canô - Santo Amaro da Purificação)