segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SEINP ARTICULA ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA PARA ENTORNO DO ESTALEIRO

23 de agosto de 201

Bahia Economica

O titular da Secretaria da Indústria Naval e Portuária (SEINP), Carlos Costa, reuniu-se com o Secretário de Segurança, Maurício Barbosa, e equipe técnica para articular estratégias de segurança nos municípios no entorno do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), principalmente naqueles de impacto direto: Maragojipe, Salinas da Margarida e Saubara.

Segundo Carlos Costa, a chegada de um empreendimento desse porte já está criando oportunidades de crescimento social e econômico para a região. "Além de mais empregos para os moradores dos municípios do entorno do estaleiro, a chegada dessa planta industrial já vem influenciando setores como os da saúde e segurança", destacou Costa.

O Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa enfatizou que há um interesse coletivo de incrementos na política de segurança pública na região do entorno do EEP. "Já estamos avaliando com a área de inteligência da SSP-BA os números que refletem a violência nesses municípios e seu consequente crescimento desde o início das obras do Estaleiro", explica o Secretário Barbosa.

Carlos Costa disse que a articulação que a SEINP vem realizando na região tem alavancado resultados satisfatórios. Para os municípios de Salinas da Margarida e Maragojipe, já está previsto para o início de 2014 a instalação do primeiro Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), agregando as Polícias Civil e Militar.


Irlã Andrade

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Carta de Meneguelli sobre entrevista no Estadão

A CUT merece respeito!

Caro Companheiro Vagner e demais Companheiros
e Companheiras da Central Única dos Trabalhadores,

Fui entrevistado por um reporter do jornal O Estado de São Paulo durante mais de uma hora para falar sobre os 30 anos da CUT e, para minha surpresa, o reporter, além de editar a entrevista destacando frases fora do contexto, usou manchetes onde passava uma idéia negativa do que eu acho da CUT nos dias atuais. Agi de boa fé quando resolvi atender o reporter, mas a entrevista saiu o contrário do que eu pretendia.

Em hipótese alguma, me referiria de forma desrespeitosa, como foi colocada pelo referido jornalista, a qualquer organização representativa da classe trabalhadora e, principalmente, à Central Única dos Trabalhadores, a qual tive a honra de participar da fundação e presidir por mais de 10 anos. Da mesma forma que falei com o reporter do Estadão, em outra oportunidade falei também com uma jornalista do Valor e a matéria saiu bem mais respeitosa.

Verdade seja dita, a CUT é uma das principais, se não a principal, instituição social de representatividade dos trabalhadores, com força e capacidade de dialogar e debater de igual para igual com os poderes, setores e personagens públicos e privados que têm o poder de interferir na vida da população. A importância da CUT tanto no nosso tempo, como atualmente nos governos Lula e Dilma, é inquestionável. 

Portanto, não a menosprezaria. Nem ontem e, muito menos, na atualidade, quando vivemos um momento de amadurecimento social e de transição da antiga para a nova sociedade brasileira que, assim como os trabalhadores, conhece e luta por seus direitos, por seus familiares e por seu futuro.

Como um dos fundadores e participante ativo desse movimento, quero reforçar para você e todos os militantes sindicais que sempre defenderei os princípios que nortearam a fundação da CUT, e que a regem até hoje. Minha vida serve como testemunho deste meu compromisso com a CUT.

Reafirmo meu respeito e companheirismo à CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES.
Conto com a compreensão de todos vocês.

Um forte e fraterno abraço,

Jair Meneguelli

Brasília, 22 de agosto de 2013

Nova diretoria da Colônia Z-07 de Maragojipe toma posse hoje!!!


Acontece hoje (23), a partir das 09h, na Fundação Vovó do Mangue, a posse da nova diretoria da Colônia dos Pescadores Z-07 de Maragojipe. O jovem Fredson Marques, conhecido também como Preto de Nagé, receberá durante a cerimônia autoridades estaduais e municipais, além de representantes do ICMBio, IBAMA, entre outros convidados. O novo presidente conquistou a vitória com 374 votos e assumirá a entidade até agosto de 2017.
Fonte: Ascom/Z-07

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ODEBRECHT LANÇA PROGRAMA JOVEM PARCEIRO 2014.

Por Roque Peixoto
 
As organizações Odebrecht vem apostando no potencial de jovens universitários e recém graduados, dando oportunidade de estágios e formando trainees, contribuindo para o desenvolvimento de novos profissionais. Trata-se do Programa Jovem Parceiro 2014.
Na modalidade estágio, Jovens que estão cursando o penúltimo ou o último ano da graduação (bacharelado) terão a oportunidade de mostrar seu potencial e se preparar para o mercado de trabalho. Os objetivos do programa nesta modalidade são promover a atração e contratação de jovens, complementar o aprendizado acadêmico dos universitários e proporcionar aos estagiários oportunidades de desenvolvimento.
Já na modalidade trainee, os interessados devem ter concluído a graduação entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013. Os objetivos desta modalidade são promover a atração, contratação e retenção de jovens de alto potencial; fornecer, por meio de experiências formadoras, desafios constantes, atuação em projetos relevantes, reflexões sobre aprendizagem e autoconhecimento; oferecer formação específica e abrangente para diferentes expectativas e trajetórias de carreira; e proporcionar aos Trainees o desenvolvimento necessário para que possam assumir desafios crescentes, contribuir com a Organização e construir uma carreira de sucesso.
Para inscrições, os interessados devem acessar o site Jovem Parceiro 2014 até o dia 02 de setembro de 2013.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Por que a direita odeia o Foro de São Paulo?

http://www.operamundi.com.br/media/images/foro.pngEncontro constituiu-se em ferramenta fundamental para gestar a cultura política que facilitou o ciclo de vitórias progressistas
A realização do XIX Encontro do Foro de São Paulo, nesta última semana de julho, está provocando urticárias entre as fileiras de direita. Apesar do relativo silêncio da velha mídia, grupos de distintos naipes agitam a blogosfera contra o evento. Não faltam sequer ameaças de violência e terror.

Desde filósofos de bordel, como Olavo de Carvalho e seus cupinchas, a refinados intelectuais do tucanato, passando por vira-casacas da estirpe de Roberto Freire e Alberto Goldman, há um coro conservador contra a entidade fundada em 1990.
De tradicionais filiados a cristãos-novos do reacionarismo, forma-se frente contra uma esquerda que teve o desplante de se reconstruir e forjar alternativas de poder por toda a América Latina. Um cenário aparentemente inacreditável na origem do Foro.

No final dos anos 1980, com o colapso do socialismo no leste europeu, as ideias e partidos progressistas pareciam ter seus dias contados. Os porta-vozes do pensamento liberal vaticinavam o fim da história, com a vitória definitiva do mercado e do capital. A situação no subcontinente era bastante precária para a esquerda: à exceção de Cuba, a região estava dominada por governos subordinados aos Estados Unidos e sua cartilha.

Tão forte era a pressão que muitos dirigentes e agremiações de origem marxista, por todo o mundo, passavam de armas e bagagens para o outro lado. O poderoso Partido Comunista Italiano, por exemplo, já estava a caminho do desaparecimento, para dar lugar a uma legenda amorfa, disposta a ser linha-auxiliar das correntes neoliberais. O mesmo se passava em outros países, incluindo o Brasil, onde o PCB transitava para o controle de um grupo revisionista que viria a transformá-lo, sob a sigla PPS, em apêndice do bloco de direita.
Ao Partido dos Trabalhadores coube, então, papel decisivo. Com dez anos de vida, pouco afetado pela crise do sistema soviético e robustecido pelas lutas populares que desaguariam na formidável campanha de Lula para presidente, em 1989, o PT reunia as credenciais para se converter na principal força contra a dispersão e o desânimo que se abatiam sobre a esquerda.
Talvez a característica da identidade petista que mais contribuía para esta função unificadora fosse sua pluralidade e as formas criativas de lidar com a diferença sem fazer, de divergências, rupturas. Ao reunir, em seu interior, distintas famílias políticas e ideológicas da genealogia progressista, a agremiação brasileira apresentava vocação e tarimba para construir pontes continentais.
Nascimento do Foro

Alguns meses após a queda do Muro de Berlim, nascia o Foro de São Paulo, a partir da articulação nuclear do PT com o PC cubano. O modelo de organização era simples, formatado como espaço permanente de debates e ação unitária, sem disciplina centralizada e com a adesão de múltiplos partidos por cada país.

Apesar de abrigar diferentes estratégias, a existência do Foro garantiu à esquerda a existência de um fator centrípeto, além da construção de variados mecanismos de colaboração e solidariedade. Ao longo do tempo, constituiu-se em ferramenta fundamental para gestar a cultura política que facilitou o ciclo de vitórias no alvorecer do novo século, baseada na fusão entre mobilização popular e participação institucional, entre reformas e perspectiva socialista, entre democracia e revolução, entre alianças e hegemonia.

Passados mais de vinte anos, o Foro de São Paulo pode se orgulhar de ter colocado uma pá de cal na cova do fim da história. Ao contrário do que ocorria na época de sua criação, a maioria das mais importantes nações latino-americanas atualmente é dirigida por partidos integrantes da entidade. Mais que isso: os temas centrais de sua agenda comum estão determinados pelos desafios da integração e do erguimento de novas instituições que colaborem para o desenvolvimento autônomo e sustentável da zona em que atua.

A direita tem boas razões para destilar sua baba raivosa. Cheia de soberba, ao final da Guerra Fria, desdenhava e desqualificava como fora de moda qualquer iniciativa que se contrapusesse à pós-modernidade capitalista. Depois de duas décadas, além de seu natural ódio de classe, rumina em suas entranhas a frustração perante a renascença de uma esquerda popular e protagonista.

* Breno Altman é jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel

terça-feira, 30 de julho de 2013

CONEN Bahia realiza Agosto Negro - Ano V

Por Roque Peixoto
 
Há alguns anos o Movimento Negro no Brasil vem realizando atividades no mês de agosto. Essas iniciativas compõem o “Agosto Negro”, inspirado no levante político de agosto de 1963 em defesa dos direitos civis do povo negro nos Estados Unidos quando Martin Luther King, Bayard Rustin e Phillip Randolph, entre outras lideranças, convocaram a Marcha sobre Washington levando mais de 250 mil pessoas às ruas da capital dos EUA, tendo como principais pautas a integração racial, direito à moradia digna, pleno emprego para o povo negro, direito ao voto e educação integrada.
Neste ano, a Coordenação Nacional de Entidades Negras, CONEN, realizará o ciclo de atividades “AGOSTO NEGRO DA CONEN – ANO V”, com excursão à cidade de Cachoeira para os festejos da Irmandade da Boa Morte, Café Falante da Juventude da CONEN, seminários dentre outras atividades. O Agosto Negro da CONEN também faz referências à Revolta dos, que aconteceu em Agosto de 1798, inspirado na Revolução Francesa e os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade, reivindicando a republica e à memória da luta das mulheres negras da Irmandade da Boa Morte, que alforriou e libertou milhares de homens e mulheres negras no Recôncavo Baiano. Acompanhe a programação do Agosto Negro da CONEN – Ano V e participe.

 
PROGRAMAÇÃO

DIA 03/08/13 às 14h00min
·         Seminário: “O Recôncavo, a Cidade de Cachoeira e a Irmandade da Boa Morte: Referências Históricas Negras”.
·         Local: Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia - AFPEB, Rua Carlos Gomes, nº 95, Centro.

Dia 10/08/13 às 08h00min
·         “Ìpadé das Pretas/Roda de Conversa”.
·         Local: Forte de Santo Antônio Além do Carmo/ Forte da Capoeira, Largo de Santo Antônio, Próximo a Igreja de Santo Antônio.

Dia 12/08/13 às 13h00min
·         “Aula Pública e Ato Homenagem  Revolta Dos Búzios”
·         Local: Praça da Piedade

Dia 15/08/13
·         “Excursão Histórico-Cultural Recôncavo/Cachoeira /Festa Da Boa Morte”
·         Saída: 06h00min – Campo Grande
·         Reservas: grnleal@gmail.com/jussarasantana2000@yahoo.com.br

 Dia 16/08/13 às 18h00min
·         “Caruru Agosto Negro da Associação cultural Marcus Garvey”.
·         Local: Rua Iolanda nº 17, Final de Linha do  São Caetano.

Dia 18/08/13 às 08h00min
·         “Papo Cabeça Negra no Quilombo”
·         Local: Quilombo Pitanga dos Palmares, Km 12 da Rodovia BA-093, após o pedágio, Simões Filho.

Dia 25/08/13 às 10h00min
·         “Seminário Marcus Garvey e as Raízes do Panafricanismo”
·         Local: Associação Cultural Marcus Garvey Rua Iolanda nº 17, Final de Linha do  São Caetano.

Dia 31/08/13 às 08h00min
·         “Café Falante Juventude da CONEN – Construção Social e Histórica da População Negra na Sociedade Brasileira”.                                                                                              
·         Local: Forte de Santo Antônio Além do Carmo/ Forte da Capoeira, Largo de Santo Antônio, Próximo a Igreja de Santo Antônio.

Dia 31/08/13 às 18h00min
·         “Show Agosto Negro: Consciência Negra é Preciso - Associação Aspiral do Reggae”.
·         Local: Praça Tereza Batista, Pelourinho.

 

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

QUEM DERA FOSSE SIMPLES ASSIM (Uma análise sobre necessidade de médicos e condições de trabalho em prefeituras, com base em minha experiencia em saúde publica.)

Por: Ricardo Wândega*
 
Existe muita generalização, na discussão dos médicos estrangeiros. Diversas outras coisas têm de ser observadas.
Não sou contra a vinda de médicos. Isso é corporativismo puro. Com menos vagas livres o salário médio tende a abaixar ou demorar pra reajustar, pois diminui o poder de barganha.
Enquanto classe essencialmente capitalista da até pra entender que os médicos reajam assim. Mas veja como no afã de desqualificar esquecemos de coisas mais importantes. Por exemplo: muitas vezes esses salários não são pagos em dia e as condições de trabalho são péssimas.
O problema da falta de médico é multifatorial. Já existem investimentos em faculdades, novos cursos e até em mudança da grade priorizando matérias de saúde publica, coletiva e sanitária. Os investimentos federais são imensos. Aí vem o problema maior que ninguém fala: as prefeituras e secretarias de saúde muitas vezes são puramente bunkers políticos, centralizados em poucas pessoas.
Quem tem noção de qualidade em saúde pública está limitado ou atado por gente que não sabe nada do setor, e só quer usar (não só os médicos) os profissionais e os serviços de saúde, pensando em objetivos eleitorais. Não se consegue mudar saúde só com dinheiro. As prefeituras não utilizam as verbas corretamente, isso se utilizarem. Perdem muitos investimentos por falta de projetos, ou porque não deram a contrapartida financeira. Muitas atrasam os salários, ou não pagam o prometido, não investem nos hospitais (a não ser que o dinheiro seja investimento federal ou estadual direto).
Como exemplo: meu salario atrasou 3 meses, eu sou o único gastro endoscopista da microrregião que trabalho… Mesmo assim não me contrataram de novo, provavelmente por motivos políticos, ou “contenção” de despesas. Preferiram ficar sem.
A classe medica é no geral, elitista e egoísta e quase sempre o dinheiro vem antes de tudo. As exceções não têm vencido a batalha do público x privado. Não me sinto representado pela minha própria classe. Não consigo sequer conversar alguns minutos com colegas, sobre assuntos como esse sem me irritar (preconceitos escorrem da boca a cada frase). Apesar disso não acredito realmente que alguém deixaria outro morrer na emergência, como vi em algumas postagens.
Que fique claro que não defendo essa guerra entre médicos e sociedade. O que realmente mudaria a cabeça desse pessoal seriam boas grades curriculares, e um sistema publico que atraísse e fosse gratificante de ser defendido, com sólidos e consistentes planos de carreira, e estrutura (tem hospitais e postos, que avalio ser mais seguro arriscar, ficando em casa!). A verdade é que o futuro profissional já sai da faculdade com a ideia de que o SUS é só uma etapa ruim, que vai passar. Eu passei 7 anos sendo médico de família e sanitarista…. E estou completamente decepcionado por não conseguir fazer as coisas que pretendia. Culpo principalmente as prefeituras. E Deus sabe o quanto eu briguei (Na Bahia ainda é pior). Infelizmente, hoje só estou trabalhando no setor privado, às vezes prestando serviço pra prefeituras.
Sinto-me vazio sem os pacientes do serviço público, mas o nível de exploração e uso político das prefeituras pequenas (que é meu nicho de trabalho) estava insuportável. Enfim, não dá pra reduzir tudo a médicos sem coração e falta de médicos.
Existe muita gente dedicada e comprometida com a saúde pública. Meu intuito era mostrar que a discussão está sendo feita de forma rasa e superficial. Quem dera fosse simples assim.
 
*RICARDO WÂNDEGA – Médico Sanitarista – Especialista de Família e Comunidade.