terça-feira, 9 de julho de 2013

QUEM DERA FOSSE SIMPLES ASSIM (Uma análise sobre necessidade de médicos e condições de trabalho em prefeituras, com base em minha experiencia em saúde publica.)

Por: Ricardo Wândega*
 
Existe muita generalização, na discussão dos médicos estrangeiros. Diversas outras coisas têm de ser observadas.
Não sou contra a vinda de médicos. Isso é corporativismo puro. Com menos vagas livres o salário médio tende a abaixar ou demorar pra reajustar, pois diminui o poder de barganha.
Enquanto classe essencialmente capitalista da até pra entender que os médicos reajam assim. Mas veja como no afã de desqualificar esquecemos de coisas mais importantes. Por exemplo: muitas vezes esses salários não são pagos em dia e as condições de trabalho são péssimas.
O problema da falta de médico é multifatorial. Já existem investimentos em faculdades, novos cursos e até em mudança da grade priorizando matérias de saúde publica, coletiva e sanitária. Os investimentos federais são imensos. Aí vem o problema maior que ninguém fala: as prefeituras e secretarias de saúde muitas vezes são puramente bunkers políticos, centralizados em poucas pessoas.
Quem tem noção de qualidade em saúde pública está limitado ou atado por gente que não sabe nada do setor, e só quer usar (não só os médicos) os profissionais e os serviços de saúde, pensando em objetivos eleitorais. Não se consegue mudar saúde só com dinheiro. As prefeituras não utilizam as verbas corretamente, isso se utilizarem. Perdem muitos investimentos por falta de projetos, ou porque não deram a contrapartida financeira. Muitas atrasam os salários, ou não pagam o prometido, não investem nos hospitais (a não ser que o dinheiro seja investimento federal ou estadual direto).
Como exemplo: meu salario atrasou 3 meses, eu sou o único gastro endoscopista da microrregião que trabalho… Mesmo assim não me contrataram de novo, provavelmente por motivos políticos, ou “contenção” de despesas. Preferiram ficar sem.
A classe medica é no geral, elitista e egoísta e quase sempre o dinheiro vem antes de tudo. As exceções não têm vencido a batalha do público x privado. Não me sinto representado pela minha própria classe. Não consigo sequer conversar alguns minutos com colegas, sobre assuntos como esse sem me irritar (preconceitos escorrem da boca a cada frase). Apesar disso não acredito realmente que alguém deixaria outro morrer na emergência, como vi em algumas postagens.
Que fique claro que não defendo essa guerra entre médicos e sociedade. O que realmente mudaria a cabeça desse pessoal seriam boas grades curriculares, e um sistema publico que atraísse e fosse gratificante de ser defendido, com sólidos e consistentes planos de carreira, e estrutura (tem hospitais e postos, que avalio ser mais seguro arriscar, ficando em casa!). A verdade é que o futuro profissional já sai da faculdade com a ideia de que o SUS é só uma etapa ruim, que vai passar. Eu passei 7 anos sendo médico de família e sanitarista…. E estou completamente decepcionado por não conseguir fazer as coisas que pretendia. Culpo principalmente as prefeituras. E Deus sabe o quanto eu briguei (Na Bahia ainda é pior). Infelizmente, hoje só estou trabalhando no setor privado, às vezes prestando serviço pra prefeituras.
Sinto-me vazio sem os pacientes do serviço público, mas o nível de exploração e uso político das prefeituras pequenas (que é meu nicho de trabalho) estava insuportável. Enfim, não dá pra reduzir tudo a médicos sem coração e falta de médicos.
Existe muita gente dedicada e comprometida com a saúde pública. Meu intuito era mostrar que a discussão está sendo feita de forma rasa e superficial. Quem dera fosse simples assim.
 
*RICARDO WÂNDEGA – Médico Sanitarista – Especialista de Família e Comunidade.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

1789 - Engenho de Santana - Uma Revolução Histórica

Estreia oficial de 1789 aconteceu nesta terça na Tenda do TPI

Aconteceu, nesta terça-feira (02), a estréia da peça "1789" no Teatro Popular de Ilhéus (TPI). O espetáculo, uma ópera afro-rock, não só conta o fato histórico do levante dos escravos do Engenho de Santana, no século XVIII. A peça discute ainda condições de trabalho, autonomia de produção e a necessidade de uma nova transformação social. Hoje, a peça será apresentada às 20 horas e ficará em cartaz até o final do mês, de quarta a sábado, na Tenda do TPI, na Avenida Soares Lopes. As entradas custam R$ 20 e R$ 10.
 
Para mais informações, entrem em contato com Marinho Santos através do facebook.

Marinho Santos

 1789 - Engenho de Santana - Uma Revolução Histórica
Estreia oficial de 1789 será nesta terça na Tenda do TPI

A partir desta terça-feira (02), o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) começa sua nova revolução com a estreia de 1789. O espetáculo, uma ópera afro-rock, não só conta o fato histórico do levante dos escravos do Engenho de Santana, no século XVIII. A peça discute ainda condições de trabalho, autonomia de produção e a necessidade de uma nova transformação social. A peça será apresentada às 20 horas e ficará em cartaz até o final do mês, de quarta a sábado, na Tenda do TPI. As entradas custam R$ 20 e R$ 10.

Apesar de a estreia ter sido marcada para a data em que se comemora a Independência da Bahia, o espetáculo 1789 fará apresentação especial para 200 convidados nesta segunda-feira (1º). A pré-estreia será às 20 horas, na Tenda do TPI, montada na Avenida Soares Lopes. Como forma de valorização dos produtos culturais da região, a avant-première não será gratuita. As entradas devem ser reservadas no local ou pelo telefone (73) 4102-0580.

1789 - Engenho de Santana - Uma Revolução Histórica: Estreia oficial de 1789 será nesta terça na...
Foto extraída da página de Marinho Santos no facebook
 



 
 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mais 40 salinenses em sala de aula

Quarenta moradores de Salinas da Margarida e região acabam de ser beneficiada com o início das aulas da 7ª E 8ª turma Do curso de ajudante de obras civis do Programa Acreditar. A iniciativa é do Consórcio Estaleiro do Paraguaçu (CEP) e tem como objetivo capacitar e formar, no nível operacional, moradores do entorno da obra de construção do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP).
Com previsão de início de suas operações para janeiro de 2014, o EEP vai ofertar 5 mil vagas de empregos diretos e outras 10 mil indiretas, alavancando a indústria naval baiana e contribuindo para o fortalecimento econômico e social de pelo menos 16 municípios baianos.
Mais de 100 capacitados
 
Desde o mês de dezembro de 2012 até a formatura acorrida no início do mês de abril, o Acreditar já formou seis turmas, totalizando 133 pessoas capacitadas e 35 contratadas. Até o final do mês de abril serão capacitados mais 100 moradores do entorno da obra de construção do estaleiro.
No dia 5 de abril aconteceu a formatura da 5ª e 6ª turma, composta por 42 formandos, que ganharam um belo coquetel de comemoração, que contou com a presença de autoridades, como o prefeito do município de Salinas da Margarida, Jorge Castellucci, e o vice-presidente da Câmara de Vereadores do município, José Sanches, o Pepinho.
Publicado em 25/04/2013
Fonte: http://www.eepsa.com.br/Mais de 100 capacitados
Mais 40 salinenses em sala de aulaMais 40 salinenses em sala de aulaMais 40 salinenses em sala de aulaMais 40 salinenses em sala de aulaMais 40 salinenses em sala de aula

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Estaleiro inicia nova etapa da construção de moderno empreendimento baiano

O Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) acaba de anunciar a conclusão da etapa de dragagem de aprofundamento na região de Enseada, no município de Maragojipe, no Recôncavo Baiano. Em pouco mais de cem dias de trabalho, foram dragados 2,616 milhões de m3 de areia e arenito, o que propiciou o aumento do calado do rio de 6 para 13 metros de profundidade.
“A marca foi confirmada logo após a realização da batimetria no Rio Paraguaçu, quando obtivemos os mapas de profundidade e os perfis das áreas submersas”, disse Orres Vicente, responsável pelas obras marítimas do Consórcio Enseada do Paraguaçu (CEP), empresa responsável pela construção do moderno estaleiro baiano.
Ainda segundo o técnico, o trabalho foi realizado para viabilizar a construção do cais de atracação dos navios e do dique seco, importantes áreas de um estaleiro do porte do que está sendo construído na Bahia, que terá capacidade de processar 36 mil toneladas de aço por ano, gerando 20 mil empregos diretos e indiretos.
 
Compromisso socioambiental
Para a execução da dragagem, o EEP delegou a etapa a uma empresa belga que é referência, a Jan De Nul, dona da mais moderna e diversificada frota de dragagem do mundo. O serviço foi precedido por audiências e encontros públicos que reuniram mais de 1.000 pessoas das comunidades envolvidas, sobretudo de Maragojipe, Salinas da Margarida e Saubara. 
A realização dos serviços, iniciados em 14 de dezembro do ano passado, foi precedida por mediações promovidas pelas instâncias Federal e Estadual do Ministério Público, de modo a reduzir ao máximo eventuais impactos socioambientais.  
“Além de trazer o que há de mais moderno no mundo, realizamos a etapa de dragagem tendo feito previamente um longo processo de negociação, com participação social efetiva, harmonizando os diversos interesses envolvidos e propiciando a geração de emprego e renda para a Bahia”, revelou o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade do EEP, Humberto Rangel.
Com o encerramento da etapa de dragagem e o fim da terraplenagem, prevista para acontecer ainda em abril, as obras físicas acabam de atingir 10,15%, abrindo caminho para novas etapas do processo de construção do Estaleiro, que a partir de 2014 construirá, pela primeira vez no Brasil, seis navios-sonda que serão utilizados pela Sete Brasil para exploração da camada pré-sal.

Blog do Zevaldo Sousa: Sete Brasil estimula geração de emprego e renda co...

Blog do Zevaldo Sousa: Sete Brasil estimula geração de emprego e renda co...: Foco do programa é capacitar jovens e dar consultoria a empreendedores em comunidades vizinhas a estaleiros parceiros da empresa, no No...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

SETE BRASIL INVESTIRÁ R$ 3 MILHÕES EM CURSO DA ESCOLA PROFISSIONAL EM MARAGOJIPE

abril 14, 2013


plataforma_reboque1-940x285O presidente da Sete Brasil S.A., João Carlos Ferraz, visitará a Bahia na próxima segunda-feira, 15 de abril, a convite do deputado federal Luiz Alberto (PT/BA), para conhecer o Centro Estadual de Educação Profissional do Vale do Paraguaçu, em Capanema, Maragojipe, onde a empresa investirá R$ 3 milhões em cursos. Os secretários de Planejamento, José Sergio Gabrielli, e de Educação, Osvaldo Barreto, também participarão do ato, previsto para começar às 14h.
A Sete BR, empresa criada pela Petrobras, vai adquirir o contrato para construção de sete sondas de perfuração marítima – as primeiras produzidas no Brasil – que vão explorar os poços de petróleo da camada pré-sal.
“Este será um momento importante para nossa Maragojipe, pois o investimento em profissionalização de nossos jovens, trabalhadores e trabalhadoras, trará ganhos para todo o município”, afirmou Luiz Alberto. Na agenda, está previsto ainda um encontro com o governador Jaques Wagner.
 
Fonte: maragojipe24h.com.br

quarta-feira, 10 de abril de 2013

EEP informa conclusão da etapa de dragagem e esclarece critérios da compensação financeira

Cento e dois dias depois, foi concluída no dia 25 de março a etapa de dragagem na área em frente ao canteiro de obras do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), na localidade de Enseada, no município de Maragojipe, no Recôncavo Baiano. Conforme acordado com as lideranças locais e acompanhado pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF), a compensação financeira dos pescadores e marisqueiras terá continuidade por mais 90 dias. Os critérios utilizados para enquadramento dos beneficiários, amplamente divulgados pelo Estaleiro, são: ser pescador ativo; viver exclusivamente da pesca; ser morador das comunidades  passíveis de impacto pela dragagem; não receber benefícios do INSS (aposentados ou pensionistas); não exercer qualquer outra função remunerada; e ser maior que 16 anos.
Segundo Caroline Azevedo, gerente de Sustentabilidade do EEP, além do enquadramento nestes critérios, os beneficiários precisaram assinar o “Termo de Compromisso de Compensação – Aceite” e a “Declaração Individual de Atividade Pesqueira”, sendo absolutamente responsáveis pela veracidade das informações prestadas ao EEP e ao MPE, sob pena dos procedimentos judiciais cabíveis. “Seis entidades representativas da categoria de pesca dos municípios de Maragojipe e Salinas da Margarida forneceram as listas com os nomes e CPFs dos pescadores e marisqueiras indicados para receber o benefício, as quais foram consolidadas pelo EEP e MPE”, revelou Azevedo.
Compromisso - O enquadramento nos critérios e a assinatura nos dois documentos não garantiam o recebimento automático do valor referente à compensação. Para ter direito ao benefício, o cidadão  precisava ter seu nome aprovado pela instituição que o representa, esta previamente reconhecida pelas comunidades, bem como pelos órgãos fiscalizadores e pelo EEP.
Eventuais dúvidas sobre o processo de compensação podem ser esclarecidas via entidades representativas. Para tanto, o EEP solicita que o interessado protocole documento em sua associação, que fará o encaminhamento a equipe de Sustentabilidade do empreendimento. Todos os pedidos protocolados serão respondidos, garantindo, assim, o princípio da transparência e compromisso do Estaleiro Enseada do Paraguaçu com as comunidades.
 
Estaleiro Enseada do Paraguaçu