sexta-feira, 20 de julho de 2012

Feliz dia do amigo!!!

O amigo cortez falou para o outro: Feliz Dia do Amigo, meu amigo!!!

O amigo cético então retrucou:

- Você passa o ano todo comigo, pra cima e pra baixo, e só se lembra que sou seu amigo no dia de hoje, por causa desta data capitalista?

O amigo Cortez, respondeu:

- Pois é! Passei o ano todo sendo o chato para lhe avisar dos seus erros. Passei o ano todo puxando seu saco lhe parabenizando por tudo que faz de bom. Passei o ano todo sendo o ombro para seus choros e, muitas vezes, lhe seguindo nas suas comemorações, e deixando minha família de lado. Passei o ano todo perdendo outros possíveis amigos, em sua defesa. E ganhando outros amigos, também sua defesa. Mas somente hoje me dei conta que você também fez tudo isso por mim. Por isso, não teria outro dia para lhe dizer: FELIZ DIA DO AMIGO, MEU AMIGO!!!

Autor: Roque Peixoto

Politica Como Grandeza Humana


Por Sérgio São Bernardo

A política representativa, que deveria ser uma ação humana voltada para fins como preleciona os defensores de uma racionalidade humana moderna (Kant, Marx, Habermas) ou até mesmo uma técnica de coexistência e decisão dos interesses humanos, num olhar racional pragmaticista, (Charles Peirce, Richard Rorty), degenerou-se. Em seu lugar, o patrimonialismo, o fisiologismo, a produção midiática e a garantia compulsória de votos comprados têm sido os únicos apetrechos utilizados pelos candidatos no agenciamento de recursos para uma suposta manutenção de base eleitoral. Por esta razão, a sociedade organizada e membros do poder judiciário estão maquinando arranjos institucionais que tentam limitar as aberrações desse modelo. 

Aquela velha ideia de que o político deveria privilegiar o cumprimento de seu contrato político, valorizando as pessoas e o lugar das pessoas, rediscutindo bases elementares de novos contratos sociais, confrontando projetos nacionais e interesses locais, fazendo debates abertos e abrindo publicamente seus patrimônios, interesses e acordos, reinstaurando, assim, uma perspectiva apaixonada da atividade política como quiseram, uma vez na história, os Gregos.

O que digo é que os mecanismos de representação política e o sistema político brasileiro - vale dizer: voto censitário, voto obrigatório, financiamento privado, candidaturas etnocêntricas, contribuem para a eleição de certa tipologia de candidaturas, muitas vezes moldadas em valores e princípios patrimonialistas, genéricos, assistencialistas, racistas e machistas. 

O poder do dinheiro e da burocracia ditam as regras da ação política e em especial do processo eletivo. Os candidatos não precisam mais ser capazes de dizer muito sobre quem e o que eles representam; limitam-se a discursos genéricos, depois reivindicam favores específicos. Este modelo apenas nos faz mais mentirosos e impotentes! Políticos de “esquerda” e de “direita” não se entendem nos projetos que os vinculam, mas, unificam-se nos métodos da pequenez da ação política quando o assunto é manter-se no poder. 

Nesse contexto, têm surgido proposições que superam este modelo: a eleição de representações informais eleitas pelo voto popular, o fim da emenda parlamentar, o fim da remuneração e incentivos do cargo, a possibilidade do eleitor destituir o mandato de seu representante através de mecanismos rescisórios, a punição aos eleitores que vende seu voto, etc.

Por conta dessa indústria fisiológica, teremos um contingente de eleitores que praticarão o engodo invertido da representação política, enganarão seus representantes, receberão seu dinheiro e não votarão nele. Sabendo disso, eles, os políticos, irão aumentar o número de votos comprados para “engordurar” o seu coeficiente eleitoral. Campanhas de descontentamento com este ou aquele candidato não resolvem. Ninguém está a salvo nesse modelo. É preciso propor novas ideias, projetos e pessoas e que nos coloquemos para empreendê-las.

Sérgio São Bernardo
Advogado, Professor Direito Uneb, Mestre em Direito UNB.

domingo, 8 de julho de 2012

O que o andar de baixo disse a Lula, por Elio Gaspari


Elio Gaspari, O Globo
Está nas livrarias “Cartas ao presidente Lula”, da professora Amelia Cohn, ex-diretora de Programas do Ministério do Desenvolvimento Social. Ela estudou 1.375 cartas enviadas a Lula entre 2004 e 2006 por beneficiários ou postulantes ao Bolsa Família. Com o início da campanha eleitoral, deveria ser leitura obrigatória para candidatos e marqueteiros de todos os partidos.
A base do estudo é delimitada, pois dá uma amostra das aspirações e dos pleitos apenas de pessoas pobres que escrevem ao presidente da República. Aí começam as surpresas. São poucos os casos em que pedem favores.
Predominam as tentativas de exercício daquilo que pessoas pobres veem como um direito e apelam ao presidente para que as ajude a exercê-los. Por exemplo: uma mulher cadastrada desde 2003 esperava há três anos uma resposta e não conseguia sequer ser bem tratada. Diz a professora: “Lula não é visto como pai dos pobres, como no caso de Getulio Vargas, mas sim como um presidente dos pobres.”
As narrativas mais instrutivas vêm de pessoas que são maltratadas na rede de atendimento dos municípios. Uma senhora escreveu quatro cartas, nunca teve resposta, foi de bicicleta à prefeitura (oito horas e meia de viagem), e o encarregado do serviço não estava. Quando reclamou, um magano disse-lhe que “o Brasil todo está passando fome”.
Noutro caso, a senhora andou oito horas e soube que o cadastro só abriria no próximo ano: “É um direito nosso e, se formos falar isso, é capaz até de irmos presos.” Outra senhora, que recebia R$ 95, foi rebaixada para R$ 45. Quando se queixou, o funcionário disse que, se voltasse a reclamar, ficaria sem nada.
Nas respostas-padrão do governo federal, os comissários usam expressões como “congênere” ou “pleito” e sugerem a quem não consegue colocação por meio do posto local do Sistema Nacional de Emprego que vá buscá-lo em outra cidade. Isso e algum blá-blá-blá: “O presidente Lula faz um convite para que continue acreditando e participando cada vez mais da construção do país com que todos sonhamos.”
“O que as cartas revelam é a presença generalizada de uma insensibilidade da máquina estatal”, diz a professora. Ela aponta a existência de uma “gincana de obstáculos” no caminho de quem quer exercer seus direitos previdenciários.
“Cartas ao presidente Lula” tem duas virtudes. Numa, dá voz aos pobres. Noutra, diz a professora Cohn, essas vozes “negam todas as ideias preconcebidas daqueles que acusam o Bolsa Família de ser um programa meramente assistencialista, que estimula o não trabalho (a preguiça) e a dependência dos pobres em relação ao Estado”.

terça-feira, 26 de junho de 2012

DECLARAÇÃO FINAL: CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA


 
DECLARAÇÃO FINAL

CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL
EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA


Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos e organizações da sociedade civil de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadores/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.

Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa
crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, seqüestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema econômico-financeiro.

As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista associado ao patriarcado, ao racismo e à homofobia.

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.
 Avança sobre os territórios e os ombros dos trabalhadores/as do sul e do norte. Existe uma dívida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos do sul do mundo que deve ser assumida pelos países altamente industrializados que causaram a atual crise do planeta.

O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitário sobre os recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivência.
A atual fase financeira do capitalismo se expressa através da chamada economia verde e de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador.

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial. 
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos. A construção da transição justa supõe a liberdade de organização e o direito a
contratação coletiva e políticas públicas que garantam formas de empregos decentes.

Reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação, e à saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A maior riqueza é a diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada e as que estão intimamente relacionadas.

Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para corporações.

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas comuns a partir das resistências e proposições necessárias que estamos disputando em todos os cantos do planeta. A Cúpula dos Povos na Rio + 20 nos encoraja para seguir em frente nas nossas lutas.

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio + 20 - Cúpula dos Povos.


Edital Agosto da Igualdade 2012 da SEPROMI



Fonte:
Assessoria de Comunicação - SEPROMI
Secretaria de Promoção da Igualdade Racial 
assessoria.ascom@sepromi.ba.gov.br
Telefones:3115-5112 ou 5142

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SAC Móvel fará agenda de atendimentos no Recôncavo Baiano.


 


O Serviço de Atendimento ao Cidadão, SAC, vinculado à Secretaria de Administração do Governo da Bahia, articulada com demais órgãos estaduais e federais, estará disponibilizando serviços como emissão de RG, Certidão de Nascimento, CPF, Antecedentes Criminais, entre outros documentos do SAC Móvel. As cidades que contarão com os serviços do SAC Móvel serão Maragojipe, Cachoeira, São Félix, Muritiba e Governador Mangabeira entre outras cidades.

Veja abaixo o roteiro:


MUNICÍPIO
LOCAL
PERÍODO
CACHOEIRA
JADIM FAQUI
25 A 26/06
MARAGOJIPE
PRAÇA DA MATRIZ
26 A 27/06
SÃO FÉLIX
PRAÇA SALVADOR PINHO
27 A 28/06
MURITIBA
PRAÇA ALBÉRICO FRAGA
29 A 30/06
GOVERNADOR MANGABEIRA
PRAÇA 14 DE MARÇO
01 A 02/07
SANTO AMARO
SANTO AMARO
02 A 03/07
SÃO FRANCISCO DO CONDE
SÃO FRANCISCO DO CONDE
04 A 05/07

Para maiores informações entrem em contato com a Coordenação de Articulação Social da Secretaria de Relações Institucionais do Governo da Bahia pelo 71 3115- 9490 / 9579 ou acessem http://www.sac.ba.gov.br/index.php/Roteiro-do-SAC-Movel.html.

sábado, 16 de junho de 2012

Ministério dos Esportes prorroga edital do Programa Esporte e Cidadania




O Ministério do Esporte prorrogou até o dia 13 de julho edital para o Programa Esporte e Lazer da Cidade, que visa fomentar a prática desportiva e o lazer em regiões de maior vulnerabilidade social e econômica. A novidade desta edição do programa do Ministério dos Transportes, é que as comunidades tradicionais poderão concorrer ao edital, ampliando a abrangência do programa para quilombos, terreiros, reservas indígenas entre outros povos e comunidades tradicionais.

Cada proposta apesentada poderá ter de até R$ 175.800,00 para formar núcleos com atividades sistemáticas e assistemáticas, articuladas com outras ações integradas de políticas públicas, favorecendo grupos culturalmente diferenciados que se reconhecem como tal.

Para maiores informações acessem Ministério dos Esportes.